
Refletiu demoradamente sobre os últimos acontecimentos e chegou a uma conclusão: todas as vezes, TODAS, eram de sua boca as palavras de término. Inventava mil motivos, pregava dúvidas e inseguranças. Mas com qual finalidade?
Não se amarrava nunca por mais de certo tempo. E chegou a hora de partir, segundo seu cronograma ilusório. Não havia, pois, um caminho diferente a seguir? Precisava sempre machucar alguém ao forjar esse mal-estar, essa implicância com certas atitudes. Se a balança comandava sua cabeça e sempre pesava os prós e os ante-prós, por que os sorrisos, os afagos e os tempos bem aproveitados no ócio compartilhado se esvaíam na sua mente?
Passou a querer muito voltar na sua psicóloga. Mas já sabia muito bem o que ela iria lhe falar: Você precisa decidir o que quer da vida. E isso vale, também, diante do desequilíbrio dos seus pratos, libriano.