Gastou alguns de seus ociosos minutos a contemplar os momentos vividos. Nas fotos jaziam lembranças de um passado muito feliz que o fez refletir. E chorar.
Lembrou por alguns instantes que os sorrisos eram verdadeiros, que havia ali o sentimento que cogitou perder algum dia. Não, não o havia perdido. Estava apenas preso embaixo de alguns escombros que entulhou no canto de sua memória. Aliás, tentou por tantas vezes se livrar do passado que este, mais recente, era agora o abrigo para aquilo que sonhava ser seu bem querer. E não cansava de pensar naquilo.
Lembrou de como foi engraçada e mesmo ocasional essa aproximação. Por que da separação? O “não sei” era a resposta mais insalubre que amargava no gosto de suas lágrimas. E mesmo assim continuava sem respostas.
