Por que fitavam tão copiosamente aqueles olhos? Por quê? Se da profundidade e do brilho que exprimiam, por que seria essa a tragédia de seu presente? Eram olhos que traziam insegurança longe dos seus, mas que bradavam de ternura e alegria ao se juntarem aos que lhe correspondiam.
E se correspondiam, por que se fecharam? Qual a razão de não piscarem? De mesmo que olhassem para o lado, de rabo de olho que seja, por qual motivo não voltaram carinhosamente a contemplar os cílios, as pálpebras ou mesmo as olheiras que sustentavam seu sono logo pela manhã?
Eram olhares, agora de interrogação. E da última vez que esteve com eles estavam atrás de óculos escuros.
Pareciam tristes, afinal. Mas, dessa vez, não os viu.
